sábado, 8 de setembro de 2018

TABELA II - ÓXIDOS PARA COLORIR UMA BASE DE ESMALTE




TABELA II

                ADIÇÃO DE ÓXIDOS PARA COLORIR UMA BASE DE ESMALTE TRANSPARENTE DE BAIXA TEMPERATURA ENTRE 900ºC A 1000ºC
ÓXIDO
PORCENTAGEM
COR APÓS A QUEIMA
Carbonato de Cobalto
Óxido de Cromo
½ %
1 %

Turquesa
Carbonato de Cobalto
Rutilo/Titânio branco
½ %
3 %

Azul suave texturizado
Carbonato de Cobalto
Óxido de Níquel
½ %
1 %

Azul acinzentado
Bióxido de Manganês*
Rutilo/Titânio branco
4 %
4 %

Marrom texturizado
Rutilo marrom granulado
(Ilmenita)
Rutilo/Titânio branco

2 %
2 %

Marrom amarelado
texturizado
Carbonato de Cobalto
Óxido de Ferro vermelho**
Bióxido de Manganês
1 %
8 %
3 %

Preto




                           

*Bióxido de Manganês, Dióxido de Manganês, Óxido de Manganês a diferença está no refinamento.
** Para obter o preto pode ser óxido de ferro vermelho ou preto.
*** As cores mudam sutilmente de tonalidade dependendo das matérias primas da base.
Óxido de cobalto 1g = Carbonato de cobalto 1.5g
Óxido de cobre vermelho 1g = Carbonato de cobre 2g
Óxido de cobre preto 0.5g = Carbonato de cobre 1g

domingo, 5 de agosto de 2018

TABELA DE ADIÇÃO DE ÓXIDOS PARA COLORIR UMA BASE TRANSPARENTE DE BAIXA TEMPERATURA

A dificuldade de encontrar tabelas com a quantidade de óxidos para colorir uma base transparente ou opaca, para queimar em Baixa Temperatura, me levou a criar uma denominada TABELA I, uma vez que pretendo fazer outras tabelas com a mistura de mais de um óxido para aumentar a paleta de cores.

As escolhas dos óxidos são os que uso nas minhas receitas. Na baixa temperatura poucos óxidos são suficientes para se criar uma infinita e bela gama de cores.

Espero que seja útil para todos os principiantes nesta arte.

Disponho de Apostila de como fazer esmaltes de baixa temperatura para esculturas e utilitários.


  
TABELA I
ADIÇÃO LINEAR DE ÓXIDOS PARA COLORIR UMA BASE DE ESMALTE TRANSPARENTE DE BAIXA TEMPERATURA ENTRE 900ºC A 1000ºC

        PORCENTAGEM

ÓXIDO
MÍNIMO
MÉDIO
MÁXIMO
COR APÓS A QUEIMA
Cobalto
¼ %
½ %
1 %
Azul claro/azul médio/azul escuro
Cobre
1 %
2 %
3 %
Verde claro/verde médio/verde forte
*Ferro amarelo
2 %
4 %
6 %
Marrom tostado/marrom avermelhado/avermelhado
**Rutilo/Titânio
branco

2 %

3 %

5 %

Creme amarelado suave, levemente rústico
Rutilo/Titânio
castanho

2 %


3 %

4 %

Bege, levemente rústico
***Rutilo/Titânio
Marrom escuro
granulado

1 %

2 %

3 %

Bege, levemente rústico, produz pontos marrons
Estanho
1 %
2 %
3 %
Branco puro
****Zircônio
2 %
4 %
6 %
Branco puro
Manganês
1 %
2 %
6 %
Marrom claro a escuro dependendo da porcentagem
Cromo
1 %
2 %
3 %
Verde claro a escuro dependendo da porcentagem

*Óxido de ferro amarelo (Limonita) é excelente nas receitas de baixa temperatura. A tonalidade é mais próxima do vermelho, tanto nos engobes como nos esmaltes.
**Óxido de rutilo e titânio é o mesmo óxido.
***Óxido de rutilo/titânio marrom escuro granulado (Ilmenita) nas receitas de baixa temperatura influência na textura da superfície do esmalte.
****Óxido de zircônio, ultrox, zircopax e superpax são ótimos opacificantes. Mais barato que o óxido de estanho. Se a base do esmalte for branca não é necessário o uso deste óxido.
Nota: Na preparação de esmaltes de baixa temperatura é comum a utilização de carbonato de cobalto e de cobre.  As proporções são diferentes uma vez que o óxido é mais intenso na cor.
Óxido de cobalto 1g = Carbonato de cobalto 1.5g
Óxido de cobre vermelho 1g = Carbonato de cobre 2g
Óxido de cobre preto 0.5g = Carbonato de cobre 1g



sábado, 3 de junho de 2017

PROCESSO ARTESANAL DESDE A EXTRAÇÃO DO BARRO ATÉ A FINALIZAÇÃO DAS PEÇAS QUEIMADAS


SEM DÚVIDA EU PODERIA TER FEITO ESTA QUEIMA NO CHÃO, COM LASCAS DE MADEIRA E OUTROS MATERIAIS ORGÂNICOS, AFINAL O AMBIENTE ONDE ME ENCONTRAVA ERA PROPÍCIO.

PORÉM O FOCO DA MINHA PESQUISA É PODER PRATICAR DE FORMA VIÁVEL, SEM PERDA DAS CARACTERÍSTICAS E ENCANTAMENTO DO QUE É FEITO NO MEIO RURAL, NO NOSSO MUNDO URBANO. 


PASSO A PASSO DO PROCESSO ARTESANAL

BARRO COLETADO NA MARGEM DO RIO.
O BARRO CONTÉM UMA PORCENTAGEM GRANDE DE AREIA.





ELABORAÇÃO DAS PEÇAS








AS PEÇAS APÓS SUA ELABORAÇÃO FICARÃO SECANDO AO SOL POR 4 DIAS







PARA A QUEIMA UTILIZEI ESTA CHURRASQUEIRA QUE ESTAVA DISPONÍVEL NO LOCAL.

O IDEAL SERIA UMA CHURRASQUEIRA COM TAMPA PARA QUE QUANDO AS PEÇAS ATINGEM-SE A TEMPERATURA FINAL, PUDESSE SER TAMPADA PARA AS PEÇAS ADQUIRIREM UMA DIVERSIDADE DE TONALIDADES.

ACHEI INTERESSANTE ESTA ESTRUTURA REMOVÍVEL E COM ALTURAS DIFERENTES ACIMA DO BRASEIRO.

NO INÍCIO DA QUEIMA COLOQUEI AS PEÇAS NO PONTO MAIS DISTANTE EM RELAÇÃO AO BRASEIRO, DEIXANDO POR UMA HORA PARA UMA SECAGEM LENTA.

APÓS ESTE TEMPO, COLOQUEI A GRELHA NA SEGUNDA ESTRUTURA POR DUAS HORAS.

APÓS ESTAS DUAS HORAS A GRELHA FOI APOIADA SOBRE A SUPERFÍCIE DO ARO, PERMANECENDO POR UMA HORA.

SÓ ENTÃO, REMOVI A A GRELHA E AS PEÇAS FICARAM SOBRE O BRASEIRO ATÉ ESFRIAREM.  









OBSERVEM QUE NA PRIMEIRA FOTO AS PEÇAS ESTÃO NO PONTO MAIS DISTANTES EM RELAÇÃO AO BRASEIRO E NA ÚLTIMA FOTO SOBRE O ARO DO BRASEIRO.

INFELIZMENTE PERDI A FOTO DAS PEÇAS SOBRE AS BRASAS.













RESULTADO FINAL

quarta-feira, 1 de março de 2017

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ESMALTES COM TEXTURAS

Após muitos testes, consegui finalmente mais uma vitória no meu universo da cerâmica. 
Esmaltes com várias texturas e cores que revestem minhas esculturas.
Espero que apreciem e caso queiram aprender, em 2017, o ateliê estará aberto para cursos.